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A relação entre trabalho profissional e trabalho voluntário tem tudo a ver com os valores e a cultura subjacentes à pessoa e que trabalha com um e outro estatuto, numa fase da sua vida ou em tempos diferentes no mesmo ciclo, mas fazendo valer em ambos os conhecimentos, o empenho e os propósitos pelos quais conduz a sua vida. A dignidade da pessoa humana, as liberdades e o pluralismo na convivência são referências fundamentais.

Instituições há que recolhem reconhecimento público precisamente por promoverem dimensões que falham na sociedade portuguesa e que temos, por isso, como causas da falta de energia social, de alheamento das causas públicas, de passividade e conformismo. Alguma inquietação e ambição na vida exigem mérito, igualdade de oportunidades e capacidade de inovação. Com o estatuto de entidades não lucrativas, a Fundação Calouste Gulbenkian intervém desde 1956 com qualidade e dimensão na sociedade portuguesa https://gulbenkian.pt/bolsas-apoios-gulbenkian/candidaturas/?grant-status=&grant-category=375&grant-date=0 ; a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que agora faz dez anos, vem provocando o debate público nas televisões, nos media, no ciberespaço e através de 1 100 000 publicações editadas https://www.ffms.pt/blog/artigo/341/5-leituras-44-arregacar-mangas-em-ano-de-eleicoes ; a Fundação “La Caixa”, mais recentemente, anuncia prémios de responsabilidade social de carácter social e cultural https://fundacaolacaixa.pt/pt/concursos. São exemplo de filantropia e de compromisso social, para o qual contam com trabalho profissional e trabalho voluntário.

À nossa escala e preparando os 30 anos de atividade, procuramos agora na D. Pedro V incentivar especialmente iniciativas dirigidas a jovens, que respondam aos problemas de emprego, de carreira, de vida familiar e de participação social, com os valores e as referências que nos caracterizam, e que possam reunir profissionais e voluntários, em redes de colaboração.

José Maria Sousa Rego
Presidente da Direção